• Candidatos
  • Empresas
  •  
    APRESENTAÇÃO
     
    CANDIDATOS
     
    EMPRESAS
     
    PRODUTOS E SERVIÇOS

    ————

    Por que as mulheres ganham menos do que os homens?

    E o que fazer para ganhar mais.

    1. Formação acadêmica e fluência em inglês.

    As mulheres executivas têm preparo educacional e fluência na língua inglesa ligeiramente menor do que os homens. Estamos falando da média obtida em pesquisas, e não de exceções. Nossas pesquisas mostram que 40,7% das mulheres nessas funções falam inglês fluentemente, enquanto que, para os homens, o percentual é de 48,6%. No quesito educação acadêmica, homens executivos têm percentuais ligeiramente superior que mulheres em funções iguais nos casos de pós-graduação, mestrado e doutorado.
    Já vimos, no primeiro capítulo, que a fluência em inglês representa, em média, R$ 998,54 a mais por mês na remuneração. Vimos, também, que cada grau aumentado no nível de escolaridade representa R$ 633,93 a mais por mês na remuneração.
    Portanto, a mulher executiva pode combater a desigualdade a ela aplicada pelo mercado de trabalho esmerando-se em cursos acadêmicos - preferencialmente pós-graduação ou MBA - e dominando o inglês.

    2. Compensações variáveis.

    Um outro ponto observado em nossas pesquisas é de que a mulher geralmente aceita menos compor a remuneração com bônus e comissões. Na mediana, o executivo tem 14,0% da remuneração total em bônus e 20,3% das remuneração total em comissões. No caso das mulheres, esses percentuais são cerca de 40% menores. Aceitar bônus e comissões no mesmo nível dos executivos do sexo masculino pode ser uma alternativa para as mulheres executivas conquistarem mais espaço no mercado de trabalho. Foi constatado que, na média, em cada aumento de 10% na remuneração total, o que é variável contribui com R$ 167,00 por mês a mais.

    3. Disposição de mudança para outras cidades.

    Nem sempre a melhor oportunidade está onde você está. Para conseguir promoção e aumento na remuneração, muitas vezes é fundamental aceitar transferência ou mudança de cidade. E, com base em variadas razões de ordem familiar e até cultural, os homens mudam duas vezes mais do que as mulheres.
    Dos homens que responderam nossas pesquisas, 35,1% já aceitaram mudança de cidade por motivos de trabalho. No caso das mulheres, apenas 17,0% delas já aceitaram alguma mudança de cidade. A uma pergunta hipotética, se aceitariam mudar-se para outra cidade com a remuneração aumentada em um mínimo de 25%, os homens que responderam sim foram 66,7%, enquanto que as mulheres foram 37,5%.

    4. Atuação limitada pela força física.

    A força física é um atributo próprio do homem, e muitas atividades que exigem essa capacidade permanecem restritas aos homens. Exemplo disto é o reduzido percentual de mulheres que atuam nas áreas industrial e de engenharia.

    5. O machismo na bagagem cultural.

    Embora indefensável, o machismo continua prevalecendo, muitas vezes disfarçado. É o que parece ocorrer na constatação de uma de nossas pesquisas, que identificou como motivo de objeções para a contratação de mulheres executivas a condição de terem filhos pequenos: 62,6% dos presidentes e 51,9% dos gerentes e supervisores têm muita rejeição a candidatas por esse motivo.

    Em geral, as mulheres desempenham mais eficientemente do que os homens o seu papel numa rede de contatos, a chamada networking. Uma das razões é que, em atividades coletivas, as mulheres são mais organizadas. E, também, porque compreendem claramente quais atitudes são mais positivas. Apenas para efeito de reflexão, vamos listar algumas dessas atitudes:

    Acessibilidade: É mais fácil para uma mulher conseguir acesso ou estabelecer contato com uma outra mulher do que com um homem.

    Humildade: uma mulher tende a compreender outra mulher; o homem tende a ser apenas condescendente com uma mulher.

    Dominação: A relação entre homem e mulher tende a ser de dominação, especialmente por parte dele, porque os homens se sentem mais facilmente ameaçados e se protegem tentando dominar, em parte também porque em número o masculino costuma prevalecer no mercado.

    Objetividade: Essa qualidade feminina encontra oposição na franqueza rude que os homens em geral preferem.

    Sensibilidade: As mulheres em geral respondem melhor às nuanças entre empatia e simpatia. São mais preparadas para colaborar, dar e receber informações e demonstrar interesse. No fundo, o que está em debate é simplesmente uma questão: porque uma pessoa (homem ou mulher) se relaciona ou não se relaciona com outras pessoas? Quem alcança a sua própria resposta, certamente fará um bom networking. Porque a resposta está no entendimento de si mesmo, dos padrões de reação, da personalidade e do temperamento. A despeito de oportunidades iguais, as diferenças inerentes aos sexos são claras e fundamentais:
    • Dois terços dos homens agem movidos pela racionalidade, e acham que a emoção distorce ou diminui a qualidade das decisões; dois terços das mulheres agem movidas pela sensibilidade, sob um ponto de vista mais emocional que não deixa enxergar as coisas somente como verdades absolutas e imutáveis.
    • Outra diferença: os homens são motivados pela competitividade, que se manifesta na tentativa de controlar o ambiente; as mulheres pela segurança, que se manifesta na forma em que a maioria das mulheres procura conviver, com base em colaboração, harmonia, adaptação e comunidade.

    Para terminar, reflita sobre o seguinte: networking serve para as pessoas se socializarem, se integrarem e encontrarem amigos. Uma atividade com essas características só tem que ser coisa boa









    | Candidatos | Empresas | Fale Conosco | Ajuda
    | PlugEmpregos © | Rua: Andradas n° 1234 - Conj 1208 - Porto Alegre | Rio Grande do Sul - RS |
    (
    !atenção!) novo fone: (51) 3023-5166 | E-mail: plugempregos@plugempregos.com.br |