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    O Novo Perfil do Emprego

    Luis Genaro Ladereche Fígoli*

    O mercado de trabalho substituiu, ao longo da Revolução Industrial, as fazendas pelas fábricas. Agora na revolução da informação, está sendo deslocado rapidamente do setor industrial para o setor de serviços. A inovação industrial assentada na evolução tecnológica, com melhoria de processos e aumento de produtividade das pessoas, reduziu drasticamente as vagas nas Indústrias. Mesmo assim o setor industrial emprega em torno de 20% da mão de obra ocupada no país, o que representa um dos maiores índices setoriais, perdendo apenas para o setor de serviços, com quase 50% da mão de obra nacional.
    A modernização das fábricas vai à direção de produtos melhores e mais baratos, ampliando o mercado interno de consumo e ocupando uma fatia maior no mercado externo e global. A modernização industrial, em definitivo, provoca uma migração de empregos e não uma extinção de empregos.

    "O contundente crítico do sistema, Paul Krugman", afirma Idalberto Chiavenato, "liga as duas pontas: a modernização é acelerada pela globalização nas duas mãos; está inventando empregos novos com a mesma velocidade com que elimina empregos antigos." "Assim a modernização promove no conjunto da economia a precariedade do trabalho é da renda, da pequena minoria de demitidos em troca do enobrecimento do emprego e do salário da grande maioria dos que permanecem a bordo das empresas que se modernizam." "Em suma, o balanço da modernização é positivo."

    Outra característica importante no novo modelo de emprego: a era do emprego formal, ortodoxo, com patrões e empregados, salários e benefícios, contratos de trabalho e carteira de trabalho estão no fim.No Brasil, a cada dois postos de trabalho, um é formal e outro e informal. E a informalidade está crescendo assustadoramente nos últimos anos, podendo-se prever que haverá uma reversão nos índices em pouco tempo, passando a informalidade a imperar no mercado. Mas esta tendência é mundial, não apenas um fenômeno brasileiro. Estamos evoluindo (forçados ou não por fatores econômicos internos) para novas modalidades de contratação, como o emprego temporário, trabalho em tempo parcial, trabalho em horários flexíveis, trabalho virtual (Home Office), terceirização, sub contratação, etc.

    O fator desemprego, um flagelo que preocupa o mundo inteiro, está a demonstrar que o antigo sistema capitalista (patrão/empregado) está obsoleto, e evolui para novas formas de relacionamento (parceiro/parceiro). O novo perfil do emprego, muito mais que uma ameaça representa uma grande oportunidade de desenvolvimento dos negócios. O que muda é a formalidade, ou seja, a forma como os profissionais serão contratados. É fato que enquanto houver atividade humana organizada voltada a produção de bens ou serviços, as empresas precisarão mão de obra para executar as tarefas.

    A Legislação Social precisa mudar urgentemente para acompanhar as mudanças do mercado de trabalho sob pena de passarmos para a informalidade total com os reflexos evidentes na economia do País.

    *Administrador, Pós graduado em Administração e Contábeis, Consultor Internacional e Professor Universitário








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